Durante a entrevista, o entregador de frangos relembrou o que ocorreu no dia em que se feriu e acredita que estava predestinado a embarcar naquele ônibus, incendiado por criminosos. "Passaram três ônibus da mesma linha antes e eu não quis entrar. Estavam muito cheios. Depois que eu consegui entrar, 20 minutos depois, os homens o pararam, mandaram todo mundo descer e tacaram fogo", diz.
Ele explicou que os criminosos jogaram gasolina em sua camisa e que, quando conseguiu sair, já em chamas, se jogou em uma poça de lama. "Foi quando eu ouvi a mãe e as duas meninas gritando. Naquela hora, eu vi que não tinha ninguém para ajudar e saí correndo para tirar elas do fogo", recorda-se. Mesmo ferido, Márcio conseguiu retirar a menina Ana Clara Santos Sousa, 6 anos, do ônibus. Ele a abraçou ao sair do veículo, pois o corpo da criança estava em chamas. A garota teve mais de 90% do corpo queimado e morreu no dia 6 de janeiro.
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